ESCOLAS DE LOURES NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, POR CAUSA DO AMIANTO

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ESCOLAS DE LOURES NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, POR CAUSA DO AMIANTO

O Movimento “Escolas de Loures sem Amianto” vai ser ouvido pela  Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, já esta quarta-feira. A audiência vai ter lugar às 14h00 e conta com a presença de deputados de todos os partidos políticos.

O movimento “Escolas de Loures sem Amianto” é constituído por quatro agrupamentos de escolas do concelho de Loures que fizeram queixa do Ministério da Educação à Provedora de Justiça por inação na retirada do fibrocimento degradado, contendo amianto, dos vários estabelecimentos escolares daqueles agrupamentos e é constituído por pais, professores, diretores e antigos alunos do Agrupamento de Escolas D. Nuno Álvares Pereira, em Camarate, Agrupamento de Escolas de Moscavide e Portela, Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro, em Sacavém e Agrupamento de Escolas de São João da Talha, mas o movimento tem vindo a crescer e vai contar, em breve, com a adesão de mais agrupamentos do concelho de Loures.

Estamos a crescer, temos sido contatados por outras escolas, sobretudo pelas associações de pais, que têm manifestado o desejo de integrar o nosso movimento e de nos acompanhar nas várias iniciativas que temos vindo a desenvolver e que temos programadas para o futuro, revela André Julião, encarregado de educação e impulsionador da iniciativa, que acrescenta ainda que “Ontem, fomos recebidos pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, que manifestou o seu total apoio à nossa iniciativa e nos incentivou a ir em frente. Para a semana, vamos ser recebidos na Comissão Educação e Ciência, o que é ilustrativo da dinâmica e da importância que este movimento já granjeou“.

As quatro escolas em questão, são frequentadas, no total, por mais de 6 mil alunos.

Já perdemos a conta às vezes que reportámos, a par da Associação de Pais e Encarregados de Educação do agrupamento escolar, ao Ministério da Educação a necessidade de se proceder à substituição dos telheiros em fibrocimento, numa escola que, em mais de 35 anos de existência, não conheceu uma única obra estruturante, nem consta de nenhuma lista de escolas consideradas prioritárias para esse tipo intervenção, o que se estranha“, refere Carlos Candeias, diretor do Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro.

O amianto é um problema grave, que se arrasta há anos e para o qual parece não haver fim à vista, pelo que nos vemos forçados a recorrer a iniciativas como esta para tentar pressionar o Governo a fazer o que lhe compete”, acrescenta Marina Simão, diretora do Agrupamento de Escolas de Moscavide e Portela.

O fibrocimento que compõe as estruturas das passagens e coberturas dos pavilhões das escolas destes quatro agrupamentos está bastante degradado e é presença assídua nos relatórios dos delegados de saúde que periodicamente vistoriam estas escolas. O amianto é também presença assídua nos relatórios que, todos os anos, a Associação de Pais, Encarregados de Educação e Amigos do Agrupamento de Escolas D. Nuno Alvares Pereira leva a cabo, por sua conta e iniciativa, denunciando todos os problemas e anomalias existentes nas várias escolas daquele agrupamento.

Tentamos, por todos os meios, melhorar as condições em que os nossos filhos aprendem, mas esta é uma tarefa inglória se, do lado de quem decide e tem a competência para, de facto, fazer as coisas acontecer, não houver nem um sinal de que poderá haver melhorias a curto ou médio prazo“, sublinha Ricardo Oliveira, presidente da Associação de Pais, Encarregados de Educação e Amigos do Agrupamento de Escolas D. Nuno Alvares Pereira.

“É angustiante ver que, ano após ano, os problemas na Escola Secundária de São João da Talha, e este do amianto em particular, continuam a acentuar-se sem que haja sequer uma declaração de intenções do Ministério da Educação no sentido de os resolver”, confessa, por sua vez, Pedro Camarinha, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária de São João da Talha.

 

 

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