AMNISTIA PORTUGAL INTERNACIONAL DEBATE SOBRE DIREITOS HUMANOS NO BRASIL

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AMNISTIA PORTUGAL INTERNACIONAL DEBATE SOBRE DIREITOS HUMANOS NO BRASIL

Marielle Franco, vereadora e defensora de direitos humanos, assassinada no Rio de Janeiro, no mês de Março

Na Sexta-feira, 13 abril, pelas 19h00, um mês depois do assassinato de  Marielle Franco, vereadora e defensora de direitos humanos no Rio de Janeiro, os responsáveis pela Amnistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, diretora-executiva e Fernando Nabais da Furriela, presidente, estiveram  no Museu das comunicações, em Lisboa, para falar sobre a situação de direitos humanos no Brasil, um dos países do mundo onde os defensores e defensoras destes direitos são mais assassinados.

Filipa Santos da AI Portugal salientou o quão dificil é defender os direitos humanos no Brasil:

 

O Brasil lidera ainda os países com maior número de assassinatos de jovens negros do sexo masculino, pessoas da comunidade LGBTI (lésbica, gay, bissexual, transgêneros e intersexual), grupos ligados à defesa da terra, população em geral e agentes da  policia.

Os dirigentes da Amnistia Internacional do Brasil afirmaram que “a sua luta é por um mundo onde as pessoas se sintam bem no seu país. Passado um mês nada foi apurado acerca do assassinato de Marielle Franco, esta é a hora de mostrar indignação e exigir o apuramento dos fatos que levaram a este terrível ato”.

Jurema Werneck revelou que Marielle nunca recebeu uma ameaça. A execução, traz a “mensagem de lembrar que não aceitam o facto de uma mulher negra, de origem humilde possa alguma vez sonhar alcançar um lugar de destaque na política do Brasil” e acrescentou “quiseram com este assassinato também matar a esperança de milhares de desfavorecidos de sonhar com uma vida melhor”.

Os dirigentes da AI Brasil, revelaram ainda que no momento a seguir ao choque e dor pela perca de Marielle gerou-se uma enorme onda de solidariedade. Técnicos de saúde mental ofereceram-se voluntariamente para a ajudar as associações a lidar com a perda, especialistas de segurança estão a ensinar os dirigentes associativos a cuidar da sua própria segurança.

Há um grande esforço para explicar em linguagem popular o que são os direitos humanos num contexto de violência onde também os policias são vitimas.

Ouça parte da intervenção de Fernando Nabais da Furriela, presidente da Amnistia Internacional Brasil:

Intervenção de Jurema Werneck, diretora-executiva , Amnistia Internacional Brasil:

Intervenção de Celso Soares Rádio Cruzeiro:

 

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