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OPINIÃO/CRUZEIRO: UBUNTU

UBUNTU
Esta semana a comunicação social voltou a relembrar o problema dos desalojados da Quinta do Mocho e dos bombeiros de Sacavém que me recordou uma história que ouvi à algum tempo.
Um antropólogo estava a estudar os usos e costumes de uma tribo africana, quando no final dos trabalhos propôs uma brincadeira às crianças daquela comunidade. Colocou um cesto cheio de doces debaixo de uma árvore e propôs-lhes uma corrida. Quem chegasse primeiro levava o cesto.
As crianças perfilaram-se e quando ele disse “Já” todas deram as mãos e correram juntas até à árvore.
Pegaram o cesto juntas e comemoraram juntas! O antropólogo olhou curioso para aquela situação e uma das crianças olhou de volta e disse a sorrir e disse: “Como um de nós iria ficar feliz se todos os outros iam ficar tristes?”
Para cada um de nós sermos felizes temos que sentir que há nossa volta não há injustiça.
E o que isto tem a ver com os bombeiros e a Quinta do Mocho? Bom, como sabemos houve um incêndio no antigo paiol, junto à Quinta do Mocho e 14 famílias ficaram desalojadas. Prontamente os bombeiros, para além de acudirem no incêndio fizeram mais do que lhes era exigido e aceitaram abrigaram aquelas pessoas.
No entanto, essas pessoas estão no ginásio dos bombeiros e como é natural esta situação não se pode perpetuar. Os bombeiros daquela corporação e especialmente o seu comandante, claramente não conseguiriam ser felizes sabendo que aquelas pessoas dormiriam ao relento, mas neste momento o poder político não pode virar as costas aquelas pessoas e aos bombeiros.
O mundo não é uma ilha. Não podemos simplesmente esquecer só porque não está à frente dos nossos olhos. Precisamos uns dos outros para sermos nós mesmo!
Nelson Batista
PAN Odivelas

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