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OPINIÃO/CRUZEIRO: QUEM SE ESQUECEU DO MOSTEIRO?

Quem se esqueceu do mosteiro?

Terminado o prazo para a consulta online, o que se segue?!

Sempre duvidamos deste modelo, desde o inicio, que o que proponhamos, não era nada disto, nem de perto.

O comportamento do executivo, prova, que temos razão ao duvidar.

Levantada a questão, por diversas vezes, de como esta consulta se ia processar, as respostas, têm sido sempre, mais que vagas. 

A problemática da mobilidade em Odivelas, tomou conta da ordem do dia.

Tem sido e bem, agora um tema a resolver,mas e o Mosteiro?

Vamos perder o tempo e o espaço para a discussão?

A mobilidade, mais propriamente, o Metro e a Carris, foge um pouco da esfera municipal…

Se podiam ter negociado mais afincadamente? Certamente que sim. Assim foi feito com os CTT( e a estação dos correios de Caneças é um bom exemplo) ,no caso dos transportes públicos podiam muito bem servir melhor os interesses da população de Odivelas.

As garantias dadas, são para serem lidas nas entrelinhas.

Já o referi e volto-o a fazer. O mais importante seria por o metro a circular e não numa linha circular. 

No caso do acordo,para a não inclusão da Carris no Navegante Municipal Odivelas, pode servir para várias leituras.

Este executivo, por diversas vezes, manifestou o seu desejo de transferir para o senhor Roubado,o terminal que funciona, neste momento em Odivelas. 

Ou vai terminar o serviço da Carris em Odivelas, passando a ser servida pela rodoviária de Lisboa, como operador único? Afinal, está quase aí a revisão da concessão dos transportes.

É fácil acusar a oposição de desconhecimento e até de ignorância, nestes meandros. Mas se apenas há informação para um dos lados, como é possível saber-se de antemão o que se vai passar?

Outro tema quente…A falta de médicos de família para os utentes dos postos de saúde, de quem precisa, em Odivelas. É uma realidade, que também foge um pouco à esfera municipal, é mais um caso, da falta de pulso na negociação com o ministério que tutela esta campo. 

Para esta câmara, a cedência de um terreno e a construção de um novo centro, mais de dez anos depois, é o suficiente para a sua propaganda.

Este novo centro, que fica quase vazio de médicos e utentes, contrasta com com o que se passa no outro lado da rua. Filas enormes, para se conseguir uma senha, para se tentar uma consulta, que na melhor das hipóteses acontece 2 ou 3 meses depois. 

Como, dito noutras linhas, a câmara não pode fugir, nem se desculpar com o este é uma campo que foge da nossa competência. Seja o Metro, a Carris ou a falta de médicos, a câmara não pode fugir das suas responsabilidades e daquilo que é negociado. 

Mas com o Mosteiro, o caso muda de figura.

A responsabilidade do que acontecer, após esta consulta online, vai ser apenas deste executivo. 

E de novo pergunto, o que se segue?

Quantos projetos foram submetidos? De quem? Quais?

Quem e como vão ser avaliadas essas submissões online?!

Como garantem que todas as submissões online foram lidas e tomadas em conta?

Este, é um compromisso que vai para além de nós todos, mas que é de inteira responsabilidade deste executivo, ao não querer ouvir todos e todas de uma forma não ambígua e com mais tempo para ponderação e maturação de ideias.

Será que vamos ver este processo a arrastar-se entre eleições, para que não haja memória a médio prazo, do engano a que sujeitaram e que promoveram a todos e todas que moram em Odivelas?

Rui Santos

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