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Há precisamente 34 anos, neste mesmo dia disputou-se a final da Taça dos Campeões Europeus no então estádio do Heysel, na Bélgica. Dessa final resultou a vitória da Juventus sobre o Liverpool. Contudo, não é disso que a história nos deixou registo. Ao invés, temos o registo de 39 adeptos que morreram e de centenas que ficaram feridos.

 

Estava fadada ao desfecho que se conhece, a loucura de vândalos que naquela tarde resolveram confrontar-se por essa enorme causa que é… o não sei o quê… .

Depois de um dia intenso de troca de galhardetes e pancadaria nas ruas de Bruxelas, já dentro do estádio alguns adeptos britânicos lançaram um “ataque” conferindo aos distúrbios proporções incontroláveis. As grades que separavam as bancadas cederam à pressão humana e deram lugar à tragédia.

 

A Bélgica, centro da Europa, centro da União Europeia pode recordar e sentir aquela que é a fragilidade do relacionamento entre europeus. Ao longo dos tempos, a Europa foi palco dos mais sangrentos e selváticos actos entre povos. Amiúde as disputas que originaram conflitos de enorme dimensão eram tão fúteis como fúteis foram as motivações de bandos de alcoolizados que há 34 anos quiseram entrar para os anais da História.

 

Permito-me comparar aqueles acontecimentos de há 39 anos com o mal trazido pela 2.ª Grande Guerra, sem os colocar ao mesmo nível o número de vitimas e a proporção de estragos. Ao fim e ao cabo a visão tribal da génese das nossas sociedades mais uma vez surgiu. Então, como hoje sob as cores de bandeiras e equipamentos desportivos o homem tribal reaparece.

 

O homem que não cumprimenta o seu interlocutor porque aquele não aceita e faz queixa dos seus comportamentos irracionais e nada urbanos, não é muito diferente daquele que se permitiu à balofa e cómoda condição de não cumprir o mínimo dos mínimos para assegurar o funcionamento dos órgãos europeus.

Importa recordar que a União Europeia tem como particular missão: garantir a Paz na Europa. Se tal é descartável, então aos abstencionistas os meus sinceros agradecimentos…

 

Poderão afirmar que os partidos e seus projectos não são interessantes e que até serão desadequados, porém importaria que quem não se revê em nenhum projecto político existente, ou criasse o seu próprio projecto ou tentasse influenciar activamente o que é decidido. Ficar a lamentar-se é demasiado fácil! Será que em 17 opções de escolha nenhuma se aproveitaria?

 

Depois verificamos ainda que, dos que efectivamente votam e escolhem, grande parte pertence aos aparelhos dos partidos, o que permite que o abstencionismo alimente a gestão dos seus interesses e se constitua algo de perverso: aqueles que se queixam, entregam assim o Poder de escolha e de acção àqueles que tudo manietam.

 

Meus amigos apesar de durante os processos eleitorais muitos virem a apelar ao voto e dizerem ser contra abstenção, tal não corresponde à verdade – pelo menos para alguns -, pois se todos os abstencionistas votassem as coisas mudariam mesmo.

 

Assim não dá! Larguemos, pois, posturas como as de não-urbanos mal-educados e sejamos objectivos!

 

Procurarei estar convosco daqui a uma semana, neste mesmo espaço.

Até lá!

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