OPINIÃO/CRUZEIRO: POLITIQUICES

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OPINIÃO/CRUZEIRO: POLITIQUICES

Politiquices

Afirmei, um vez, que quem me fez entrar de uma forma ativa, na vida política, foi um dos melhores e mais antigos autarcas, agora ex-autarca, que Odivelas já viu.

Refiro-me a Ilídio Ferreira, a anterior presidente da União de freguesias de Ramada e Caneças.

Entrei, por acreditar nas pessoas e não em políticas, nem ideais. A entrada no Bloco de Esquerda, como independente, foi exatamente por isso.

Por acreditar nas pessoas e não, apenas por um projeto político, no qual me revejo, na maioria dos aspetos.

Entrei, para a luta, pela melhoria de qualidade de vida das pessoas, das populações.

Entrei, por ser uma nulidade em política, por não acreditar apenas e só em projetos políticos, em ideologias fixas e seguidistas.

Gosto de acreditar em projetos de pessoas, para as pessoas. Em serviços públicos de qualidade. Saúde, transportes, educação, trabalho…

Acredito, em quem acredita, na luta contínua para a melhoria do bem estar geral.

Não consigo confiar, em quem só aparece, quando as situações já rebentaram. Quando pode haver algum aproveitamento da imagem política e no entanto, nada se fez, anteriormente, para que se chegasse a esta situação.

Duvido de grupos, com seguidistas e “soldados”, que tudo fazem para manter as regras e as linhas condutoras, vindas de uma qualquer secretária, num qualquer ponto do país, sem conhecer as realidades locais, ou apenas informada de um modo enviesado…

Abomino a política dura e crua.

Acredito no dialogo,na coerência.

Gosto de pensar por mim. Mantenho a independência, mesmo a escrever, mesmo representado um partido político em orgãos autárquicos.

A política confunde-me.

Os jogos de bastidores, os acordo feitos à partida, para que se garanta esta ou aquela posição entristecem-me.

O querer criar maiorias, de inicio, mostra logo a falta de vontade em criar sinergias.

De dialogar com os restantes grupos. De criar consensos. As maiorias criam barreiras ao dialogo e  prática assim o mostra.

Certamente, que não iria ser fácil, não criar maiorias, nem as permitir. Mas sem dúvida que seria bem mais democrático e representativo dos eleitores e das eleitoras.

As maiorias,absolutas, ou não, trazem perigos.

Os acordos, facilmente, podem ser quebrados e quem paga, são as populações, que vêm as guerrilhas políticas a tomarem a primazia em relação ao seu bem estar.

Os acordos, táticos,  quando se pensa que tudo está dado como certo, adormecem os executivos, como aconteceu recentemente no Seixal.

As maiorias absolutas e o seguidismo cego nos sentidos de voto, não são benéficos para os orgãos representativos da população.

Por isso, acredito que a política, tem que ser das pessoas, para as pessoas. (entenda-se, população que reside, trabalha, estuda, ou que esteja apenas de passagem.)

A ocupação de um qualquer “cargo”,não pode ser pensado em se querer tirar beneficio próprio, nem para se beneficiar quem não precisa.

Gostaria, mas de um forma pouco realista, que quem gerisse, as juntas, as câmaras, fosse alguém pouco ligados a politiquices, mas sem perder o essencial do projeto político que representa…

Mas até nisso…

P.S. – Estas palavras, são apenas a minha visão romântica de como vejo esta parte o mundo.

Rui Santos

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