Opinião Cruzeiro: Juntos somos mais fortes…

RÁDIO CRUZEIRO: PROGRAMAÇÃO PARA ESTA QUARTA-FEIRA
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COMPRAS AO LUAR, DIA 28 NAS COLINAS DO CRUZEIRO
19 Junho, 2019

Duas notas prévias:

  1. Na passada semana trouxe aqui o discurso proferido por João Miguel Tavares, durante as celebrações do dia de Portugal. Retorno por breves instantes a este tema porque não sou insensível aos desconfortos que este discurso provocou. Considero que de quem ouviu o discurso poucos serão os que estarão em desacordo com o seu conteúdo. Todavia, pareceu-me, pelo que vi e ouvi, que a polémica gerada teria como base a falta de coerência entre este discurso e outras intervenções e vivências do autor. Não me alongarei em relação ao autor, até porque tenho por hábito debater ideias e não debater pessoas, contudo recordo que pretendi que sobre aquele discurso pudéssemos (re)ouvir e ponderar. Nada mais!
  2. Recentemente o Presidente do INE, Instituto Nacional de Estatística veio anunciar que nos próximos Censos em 2021 seriam retiradas as questões que indagavam sobre a etnia de pertença. Muito bem! Espero ainda que tomem as mesmas medidas para as questões que indagam sobre a religião de quem estiver a responder. Importa não esquecer que os Censos, não são uma sondagem anonimizada, mas sim um recenseamento que identifica quem responde e nessa perspectiva tem de obrigatoriamente respeitar a lei e a Constituição. Para que não haja dúvidas recorda-se:
  • O n.º 3, do artigo 35.º da Constituição determina que não pode haver «tratamento de dados referentes a convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical, fé religiosa, vida privada e origem étnica, salvo mediante consentimento expresso do titular, autorização prevista por lei com garantias de não discriminação ou para processamento de dados estatísticos não individualmente identificáveis».
  • Mais dispõe o n.º 3, do art.º 41.º, da nossa Constituição, que «ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado por se recusar a responder».

 

Aqui chegados, deixem-me iniciar a reflexão que hoje trago para partilhar com os(as) estimados(as) leitores(as)/ouvintes.

 

  • Na sequência da má decisão do Governo, secundada pela Câmara Municipal de Odivelas em criar a Linha Verde Circular do Metropolitano e levar a Linha Amarela de Odivelas a Telheiras;
  • Na sequência da Sessão de Esclarecimento do Movimento de Cidadãos Contra o Fim da Linha Amarela, em Janeiro;
  • Na sequência da Petição “Contra o fim da actual linha Amarela do Metro de Lisboa”, entregue na Assembleia da República;
  • Na sequência do Abaixo-Assinado entregue a todos os Grupos Parlamentares em Março;
  • Na sequência das Reuniões havidas com todos os Grupos Parlamentares em Março;
  • Na sequência de Encontros onde o Movimento de Cidadãos Contra o Fim da Linha Amarela esteve em Telheiras e na Estrela em Março e Abril;
  • Na sequência dos permanentes contactos com as forças políticas com eleitos na Assembleia Municipal de Odivelas;
  • Na sequência da intervenção e apelo feito nas Sessões da Assembleia Municipal de Odivelas, em Março e Abril;
  • Na sequência da intervenção em Sessão da Assembleia Municipal de Loures, em Maio;
  • Na sequência de inúmeras intervenções juntos dos media nacionais e locais, desde Janeiro;
  • Na sequência da acção de informação à população conjunta entre o Movimento de Cidadãos Contra o Fim da Linha Amarela e o Bloco de Esquerda, o CDS/PP, o PAN, o PCP e o PPD/PSD, que ocorreu no passado dia 07 de Junho na saída da Estação do Metropolitano de Odivelas;

07062019 – Acção de Esclarecimento no Metro de Odivelas – Movimento de Cidadãos Contra o Fim da Linha Amarela, BE, CDS/PP, PAN, PCP e PPD/PSD

Foi possível estabelecer o Grupo de Contacto, composto pelo Bloco de Esquerda, o CDS/PP, o PAN, o PCP e o PPD/PSD e o Movimento de Cidadãos Contra o Fim da Linha Amarela que recentemente decidiram que irão desenvolver, acompanhar e/ou apoiar as seguintes acções:

  1. Acção de contacto com os utilizadores da Linha Amarela do Metropolitano de Lisboa.
  2. Sessão de Esclarecimento a promover pelo Movimento “Contra o Fim da Linha Amarela“, com a presença de técnicos, partidos políticos, organizações de utentes e outros convidados.
  3. Debate e Votação no Plenário da Assembleia da República de Projectos de Resolução advogando pela suspensão do Projecto de Expansão da Linha Circular (Carrossel) do Metropolitano em Lisboa.

17062019 – Reunião do Grupo de Contacto – Movimento de Cidadãos Contra o Fim da Linha Amarela, BE, CDS/PP, PAN, PCP e PPD/PSD

Assim, neste quadro cumpre-se a máxima de que “juntos somos mais fortes”, hoje o Movimento “Contra o Fim da Linha Amarela“, trabalha associado aos Movimentos de Cidadãos que surgiram em Telheiras, no Lumiar e na Estrela, bem como a diversas Comissões de Utentes de Transportes Públicos, não esquecendo os partidos políticos que vêem justiça nas nossas pretensões, a saber, o Bloco de Esquerda, o CDS/PP, o PAN, o PCP e o PPD/PSD. Tem ainda sido possível contar com a inestimável divulgação de informação por parte de órgãos de comunicação social nacional e local, como é o caso da Rádio Cruzeiro. Se no princípio eram poucos, entretanto chegou o tempo das organizações representativas da sociedade civil e dos partidos políticos interessados e eles não se fizeram rogados e disseram presente. Contudo, é chegado o momento de subir ao patamar seguinte, o dos cidadãos. Assim, impõe-se que os cidadãos surjam e mostrem que estão em desacordo com este projecto que lhes retirará qualidade de vida. Importa que cada um perceba que os seus votos são válidos e que tem o dever de mostrar ao Poder que ou as decisões tomadas são para servir os cidadãos, ou os votos mudam de direcção.

 

Quanto a si, procurarei estar convosco daqui a uma semana, neste mesmo espaço. Até lá!

19/Junho/2019

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