OPINIÃO/CRUZEIRO: FALTA DE TEMA

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OPINIÃO/CRUZEIRO: FALTA DE TEMA

Falta de tema

É verdade, por vezes acontece.

Sem haver assembleias municipais, que por vezes trazem novidades, há alturas em que é difícil arranjar tema.

Seria fácil voltar a falar da Malaposta e da entrevista dada, pela nova gerência, a um outro orgão de comunicação social do concelho.

Entrevista essa, em que a nova gestão vem dizer que o atraso na atribuição da concessão foi a  causa pela não execução do projeto inicial. Os dois anos e meio de espera levam a muita alterações.

Ideias ficam sem efeito, as pessoas mudam, as circunstâncias mudam…Estas, são palavras, das antigas colaboradoras na Malaposta e que agora a estão a “gerir”.

Estas “desculpas” apenas me dão razão, ao que escrevi na crónica anterior.

Dois anos e meio de espera, usados como desculpa.

Nesse tempo, a Câmara Municipal, não teve qualquer problema em ter programação até Março de 2019.

Sem querer entrar em pormenores, mas se em dois anos e meio, as pessoas mudam, as circunstâncias mudam, porque não mudaram também o foco de atuação?

Se, nas palavras das próprias, recusaram durante este tempo, outros projetos, porque era este que queriam, não se souberam adaptar à nova realidade e irem modificando o plano original?

Toda a entrevista é um rolar de desculpas e de evasivas quanto ao que vai acontecer no futuro…Continuaremos com espetáculos a avulso e ainda vamos ver a Câmara de Odivelas a investir em equipamento novo, nas instalações que já foram suas.

E pergunto-me do porquê desta entrevista surgir agora.

Espero eu, que mais vozes se tenham levantado e começaram a questionar sobre o rumo da Malaposta.

Mas esta, é a interpretação que faço daquilo que li. E do que tristemente assisto.

Foi contra isto que lutamos. E vai ser contra este rumo que vamos ter que continuar a lutar, para se reverter esta situação.

Mas da Malaposta, já muito se fala, escreve e fica por dizer.

É esperar que se recupere o tempo perdido e que as desculpas não continuem a assombrar aquele que teria que ser o grande polo cultural do concelho.

A partir daqui, podia desenrolar para o Mosteiro de São Dinis e São Bernardo, que tanta vez se falou, mas sem que nunca houvesse esclarecimentos.

Ou por falta de um verdadeiro plano de ação, ou por uma fuga para a frente,para que seja um assunto a cair no esquecimento, até ao ponto de não retorno.

Quase a chegar ao ponto de não retorno temos a questão da linha amarela do Metropolitano de Lisboa.

Esta aberração que querem fazer, este corte, amputação, como lhe queiram chamar, ainda está a tempo de ser travada.

Basta haver vontade política para tal.

A ver, se em Outubro, nas legislativas, todas e todos que votam em Odivelas, dão um sinal, que estão contra este executivo municipal que apoia esta anormalidade estratégica.

Ainda hoje, não consigo entender, o porquê de tão poucas assembleias municipais neste concelho.

Haverá assim tão pouco para decidir, ou deliberar?

Ou será apenas uma questão de ego, deste executivo municipal, que não gosta de ser contrariado?

Sabemos de antemão, que todo o ruído que possa ser feito, não irá passar disso mesmo, ruído, discussão, já que no fim, tudo é decidido pela maioria socialista.

Mesmo aqueles que deveriam de zelar pelos interesses dos seus “fregueses”, seguem a onda rosa…

E sem tema, destila-se a má língua na mesma…

Rui Santos

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