OPINIÃO/CRUZEIRO: E O 25 DE ABRIL A FICAR NA GAVETA

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OPINIÃO/CRUZEIRO: E O 25 DE ABRIL A FICAR NA GAVETA

E o 25 de Abril a ficar na gaveta

Celebrou-se o 25 de Abril,de norte a sul do pais.

Uns vivem intensamente o momento,a data e tudo o que este dia significou para todos e todas que viveram num regime opressor, ditatorial.

Sem liberdade.

Num regime, em que muitos e muitas, poderiam nem ter nascido, nem terem a possibilidade de estudarem,trabalharem,viajarem…

Viverem como hoje, entre os seus pares.

Em liberdade.

E há os outros,que apenas usam o cravo na lapela,como um simples adorno.

Ou para se recordarem de um dia, no passado distante, terem vivido esse dia, mas que algures no tempo, perderam essa memória e tornaram-se máquinas partidárias, com o único intento de cumprirem programas, pactos e protocolos.

E há o Abril da terra das oportunidades.

O Abril em que numa sessão solene, nem todos os que foram democraticamente eleitos podem falar.

E para o fazer, rompem com protocolos e salamaleques, mostrando coragem e uma postura coincidente com aquilo que se defende noutros lados.

Uma sessão solene, em que se devia poder falar do que se quiser, dentro de um limite respeitável, sem que fosse necessária a censura pública posteriormente.

Uma sessão solene, que não deveria de ser interrompida durante os discursos ,só porque não se gosta do que se está a ouvir.

Mas Abril,trouxe isto tudo.

Abril,é esta liberdade, são estes direitos e deveres  que a todas e todos assistem.

É ainda continuar a lutar pelo acesso a serviços públicos funcionais e de qualidade. Serviços públicos, como os transportes, saúde, educação…

É continuar a luta pelo direito constitucional que é o direito à habitação, condigna.

É lutar pela paz,o pão, habitação, saude e educação e só assim, haverá liberdade a sério, como diz Sérgio Godinho.

Sem nunca esquecer, um dos grandes Homens de Abril:

“Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que ajudei a construír.”

Rui Santos

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