OPINIÃO/CRUZEIRO: CONVERSA DE METRO

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OPINIÃO/CRUZEIRO: CONVERSA DE METRO

Conversa de Metro

Curiosamente, num destes dias, encontrei no Metro, que ainda circula como tem que circular,um outro “ cronista”,( se é que assim me permites que te trate, senão, ocupava demasiadas linhas com o teu currículo…) deste espaço.

É, sem dúvida, uma excelente pessoa, para se conversar, aprender, mesmo quando nos encontramos em lados opostos da “barricada”, mas penso, que em direção comum.

Falávamos de história, cultura, filhos, relações. Falamos de muita coisa, sem ser a conversa , dita banal, de “elevador”. (neste caso, de Metro)

Enquanto a minha viagem durou, a conversa rodou o mais variados temas, acabando por terminar na Rádio Cruzeiro e no espaço que temos, para publicar o que escrevemos.

Na transformação que a Rádio teve.

Nas dificuldades, que confessei, por vezes ter em arranjar temas. Da dificuldade que há, em apenas não escrever, por escrever, por que há apenas um compromisso, por cumprir, semanalmente.

Tem alturas que não é fácil, mas os compromissos são para ser mantidos.

Para mim há uma linha condutora para estas crónicas. Temas ligados a Odivelas, porque assim faz sentido, mantendo-se a linha orientadora que vinha anteriormente. E de alguma forma, como alerta, para o que se passa neste concelho.

E Odivelas, volta a ser noticia.

De algumas publicações pessoais nas redes sociais, o roubo dos azulejos no edificado que compreende o Mosteiro de são Dinis e são Bernardo, tornou-se noticia nacional.

Noticias, que trazem confusão e geram ainda mais anticorpos…

Sendo, agoirento, podíamos nos lembrar, do que aconteceu a uns azulejos numa das mais emblemáticas fontes de Caneças, da troca dos originais, por réplicas, no Padrão do Senhor Roubado, ou ainda, dos vitrais, na Quinta do Espanhol…

Mas, o tema está no Mosteiro…

Pergunta-se, de quem é a responsabilidade?! De que forma poderia ter sido evitado?! Quais os passos a seguir para evitar mais situações destas?!

Quanto mais tempo se arrastará a passagem deste ícone de Odivelas para a gestão da Câmara?

Que garantias temos nós, que esta entidade  irá tudo fazer, para que a degradação e os roubos não se mantenham e / ou voltam a acontecer?

Peca, por tardia, ou assim convém, o inicio da prometida discussão pública, em que será a população de Odivelas a decidir, o que ali vai ser feito e não nenhum grupo privado, com interesses financeiros, que possa tirar este monumento do alcance de todos e de todas.

Discussão pública que o Bloco de Esquerda, sempre defendeu, desde o primeiro momento.

E enquanto esta discussão, não tem inicio, possivelmente, mais casos destes iremos ouvir e um mero “penso rápido” não chegará, para travar a degradação de todo aquele magnifico edificado…

Rui Santos

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