OPINIÃO/CRUZEIRO: BRANDOS COSTUMES

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OPINIÃO/CRUZEIRO: BRANDOS COSTUMES

Brandos costumes…

Desde sempre que assim fomos apelidados…
Um país de brandos costumes.
E isso nota-se,no aumento das comissões bancárias.
No aumento da corrupção e nos mais variados casos de golpes, ao melhor estilo mafioso de vários ilustres ao nosso sistema bancário.
Nos aumentos constantes do gasoleo e da gasolina…
Poucos,ou quase ninguém,diz ou faz algo.
O post no facebook,não conta…Mas quando é o Futebol…ui…o movimento de massas que ele gera.
Ou as modas das black fridays onde todos lutam por alguma coisa com um preço enganador…
E no momento de votar…
No domingo,aconteceram as eleições para o parlamento europeu e a abstenção,apenas beneficia os mesmos partidos de sempre,os de aquele eleitorado fixo.
Ou aquele que vai de passeio,promovido pelos executivos,durante a semana que antecede as eleições,sendo um deles,no ultimo dia de campanha…(coincidência)
O voto livre e democrático,que tanto custou a conquistar,por parte de todos e de todas,não pode ser banalizado,nem olvidado.
Ainda assim,grande surpresa,ou não,foi o reconhecimento do trabalho no parlamento europeu que o Bloco de Esquerda tem feito,que elegeu mais um deputado e o PAN que aos poucos vai conquistado o seu lugar nos vários orgãos de soberania.

Temos que deixar de ver “o ir votar”, como uma obrigação,mas como um direito e um dever social.
“Mas eles são todos iguais”
“comem todos da mesma gamela”
“são todos uns chulos”
“O que querem é tacho”
Estas, são das afirmações mais simpáticas que se ouvem num dia de eleições,numa mesa de voto…
Podemos ir ou não votar, é certo.A liberdade democrática, assim o permite.
Acto que não é obrigatório…
Não podemos é depois exigir,exigir e exigir…
Exigir melhor ensino, melhores transportes, melhor saúde…
Exigir o que deveria de ser acessível a todos e a todas.
Quando o gesto mais simples a nível de participação cívica não é feito…
Falta muito caminho,para se mudar esta imagem,mas acredito,que há uma nova geração que aprendeu com os erros dos anteriores e que tem e vai ter que ter,toda a capacidade de mudar este paradigma.

Rui Santos

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