OPINIÃO/CRUZEIRO: À PROCURA DA PERFEITA CRÓNICA

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OPINIÃO/CRUZEIRO: À PROCURA DA PERFEITA CRÓNICA

À procura da perfeita crónica

Sam the Kid, tem uma música chamada “ À procura da perfeita repetição” e eu ando á procura da perfeita crónica.

Lembrei-me desta música, em rigor do titulo, depois da letra, para que não sirva de justificação para a minha falta de ambição na escrita.

Manter estas crónicas alimentadas todas as semanas, não é fácil.

Para além do trabalho normal, social e partidário a agenda ainda estica para outra vertente e faz-se para que nada fique a perder.

Ter alguma qualidade literária é difícil. Escrevo diretamente o que penso, com poucos filtros.

São escritos popularuchos , para todas e todos os lerem e perceberem o que se passa por Odivelas.

É este o intuito desta crónica, informar, dar a conhecer. Não escrevo, para ganhar , algum prémio jornalístico ou literário. Se a continuidade desta crónica, vivesse dos comentários que tenho, há muito que tinha desistido.

Como diz o Sam,

“faz porque queres e sentes

Não porque deixes e tens

Aí, mentes para ti

há imensos aí…”

E hoje, em pleno 1 º de Maio, em que não fui celebrar esta grande conquista social, que trouxe melhores condições de trabalho, para muitas e muitos que não sabiam o que era a proteção social, o salário justo, horários estabelecidos, entre muitas outras garantias, das quais não podemos abrir mão.

Em Portugal, ainda há um longo caminho a trilhar. Ainda temos que muito batalhar, contra um dos grandes inimigos da humanização das relações laborais. O Lucro

Compreendo que o Lucro, é o que mexe e  faz avançar uma parte da economia. Que a faz crescer. Mas não nos podemos focar neste único ponto.

O caminho que se trilha, hoje, de desigualdade, de fossos salariais inequivocamente pornográficos, entre os administradores e os trabalhadores, no patamar mais baixo da cadeia, não poderá continuar.

A produtividade aumenta, assim que o trabalhador se sente motivado, realizado, integrado, valorizado e remunerado condignamente.

Para que isto não aconteça, desvirtua-se a Lei Geral do trabalho.

Ameaça-se e segue-se com um sentimento de impunidade de quem sabe que nada vai acontecer.

E basta ver o caso de Cristina Tavares, a trabalhadora da Corticeira Fernando Couto – Cortiças S.A.

Podemos chegar ao Lucro e atingir objetivos, mas sem comprometer relações laborais mais humanas

Ainda assim, a precariedade existe.

A subcontratação é uma realidade.

E em Odivelas, que tanto de gabou de ter sido o primeiro município a regularizar os vínculos precários de alguns funcionários, é aquele, que ainda continua a preferir trabalhadores temporários e a alimentar a precariedade, com contratos de emprego inserção.

São tarefeiros para cumprir serviços menos agradáveis e de pouca complexidade. São CEI para dar face às constantes baixas e faltas prolongadas das e dos assistentes operacionais, espalhados pelos variados postos de trabalho deste concelho.

Todas e todos têm direito, ou deveriam de ter, a um emprego com direitos e garantias, em que utopicamente cada posto de trabalho permanente deveria de corresponder um contrato de trabalho efetivo…

Procurar a raiz destes problemas, para os resolver, não se tenta, perpetuam-se os movimentos e as constantes mudanças de trabalhadores da forma mais fácil.

Substituindo pessoas, como se de uma peça de qualquer máquina avariada se tratasse.

Rui Santos

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