ODIVELAS: LAR DE IDOSOS – “NÃO HÁ QUEM QUEIRA CASAR COM A CINDERELA

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ODIVELAS: LAR DE IDOSOS – “NÃO HÁ QUEM QUEIRA CASAR COM A CINDERELA

Ao final desta tarde o movimento de cidadãos que luta pela criação de um Lar de Idosos no Mosteiro de Odivelas, entregou na Câmara Municipal de Odivelas, ao presidente do executivo municipal,  o abaixo-assinado que já reúne mais de 3.500 assinaturas que requerem essa decisão e que querem, a partir de agora, transforma-la em petição, para ser apresentada na Assembleia da República de forma a impor a sua discussão no Parlamento.

Numa reunião privada, que a RÁDIO CRUZEIRO acompanhou e que só a reconhecida capacidade de isenção permitiu, há duas notas que se registam. Por um lado, o encerramento do Lar de Odivelas em 2016, deixou o Município sem respostas públicas para o acompanhamento de idosos, uma necessidade cada vez mais premente e até abrangente no que diz respeito ao Pais, face ao envelhecimento da população e por outro lado a Segurança Social a demitir-se das suas responsabilidades e a passar para a Câmara Municipal o ónus da resolução do problema.

Uma dificuldade que o executivo municipal tem tentado resolver, sem sucesso. É preciso cerca de um milhão de euros para recuperar o edificio no topo da rua Serpa Pinto, propriedade da Segurança Social e muito mais será preciso, para instalar a valência no Mosteiro. Apesar da procura, não há IPSS que aceite assumir  este compromisso, o qual até poderemos chamar de “presente envenenado”. Por isso mesmo e para já não há “quem queira casar com a Cinderela

O problema é de Odivelas, mas é também mais abrangente, é das áreas metropolitanas, de um país inteiro, se quisermos ser rigorosos. Por cá e só no Hospital Beatriz Ângelo, estão nestes dias, 42 pessoas em internamento social, ou seja, gente que apesar de ter alta hospitalar, não tem para onde ir.

No final da reunião, o presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Dr.Hugo Martins, recordou à RÁDIO CRUZEIRO os esforços do Município para recuperar uma valência que faz falta.

Os subscritores da petição, aqui na voz de Maria Fernanda Sanches, nunca perderam a esperança na sua luta e acreditam no empenhamento da Câmara Municipal, apesar da “fuga apressada” e  “passagem de bola” da Segurança Social, proprietária do edifício, em relação a este assunto.

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