Mediação de Conflitos
21 Maio, 2017
EFEMÉRIDES: 22 DE MAIO – FAZ 19 ANOS QUE MORREU LUCAS PIRES
22 Maio, 2017

EMPREGO E FINANÇAS

O mito da criação do próprio emprego

Cada vez são mais as pessoas que numa situação de desemprego optam pela criação do próprio emprego, recorrendo ao apoio do subsídio de desemprego a que têm direito e / ou a outras medidas complementares ao mesmo. Esta situação levanta quase sempre muitas questões e dúvidas. A primeira delas é logo: e se o negócio não funcionar o que me acontece?

A AESS – Associação Economia Solidária e Sustentável é uma entidade acreditada pelo IEFP para dar apoio ao PACPE – Programa de Apoio à Criação do Próprio Emprego e a todos os que optam por esta via para combater a situação de desemprego em que se encontram.

Numa primeira reunião individual com o candidato tentamos analisar a sua motivação para a criação do próprio emprego. Se o faz apenas por fazer e porque alguém lhe diz que tem jeito para o negócio. Ou se o faz porque quer apostar numa atividade que domina, conhece o mercado onde se quer instalar, tem capacidade comercial e de gestão para iniciar um projeto próprio.

Tentamos ainda conhecer o negócio que o candidato pretende iniciar, analisar o modelo de negócio a implementar e a viabilidade económico-financeira do mesmo. É importante também conhecer o investimento necessário ao início do projeto para saber se o candidato vai pedir a antecipação total ou parcial do seu subsídio de desemprego e / ou se necessita de recorrer a medidas de apoio financeiro para o mesmo. De referir que mesmo não estando a receber prestações de subsídio de desemprego, os inscritos no Centro de Emprego, podem aceder a apoios bancários com condições protocoladas para as medidas de apoio à criação do próprio emprego.

Após estas duas fases, que consideramos as mais importantes, alertamos os candidatos para as responsabilidades inerentes à criação do próprio emprego, seja por via da abertura de uma empresa, compra de quotas de uma empresa existente ou empresário em nome individual. A nossa preocupação é sempre informar de tudo o que está em causa e alertar para os riscos do processo. É importante que conheçam a obrigatoriedade de manter a atividade e o seu posto de trabalho por 3 anos, sob pena de terem que devolver todos os apoios recebidos, prestações de subsídio de desemprego antecipadas parcial ou globalmente e pagamento dos empréstimos contraídos.

Se após todas as fases referidas o candidato decidir pela criação do próprio emprego consideramos que estão reunidas as condições para o fazer com sucesso. Quem acredita no que faz é um vencedor e o Sucesso está garantido!

Para mais informações sobre o PACPE – Programa de Apoio à Criação do Próprio Emprego, contate a AESS: geral@economia-sustentavel.com

Dulce Forte

Presidente da Direção da AESS

Os comentários estão fechados.