DEBATE SOBRE O FUTURO DA LINHA AMARELA DO METRO DE LISBOA

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DEBATE SOBRE O FUTURO DA LINHA AMARELA DO METRO DE LISBOA

O PSD de Odivelas realizou ontem na Casa da Juventude um debate sobre o futuro da rede do Metro de Lisboa e a possibilidade de partilha da linha Amarela, com a futura linha Circular, no qual participaram o Prof. Mário Lopes e o Engº Fernando Santos Silva.

Para o Prof. Mário Lopes, trata-se de um erro técnico e é o Governo que impõe ao Metro de Lisboa uma irracionalidade que vai trazer mais carros para Lisboa.

O Prof. Mário Lopes deixou algumas notas de relevo e considerou que, se uma das justificações para a criação da linha circular em Lisboa é o aumento da frequência, o certo é que esta poderá também ser aumentada com o atual desenho da rede, uma vez que haja mais material circulante disponível e mais trabalhadores para o operar. Sendo certo que a linha circular vem melhorar a ligação a partir de Cascais à zona central da cidade, isso será realizado à custa do prejuízo de todos os que chegam a Lisboa a partir da zona Norte.

Mantém-se o erro de insistir no Campo Grande como grande estação central e terminal, quando esta func-ao deveria estar atribuída a uma estação fora da cidade, junto da CRIL e com bons acessos e condições de estacionamento. Para quem vem de Norte à beira do rio, Sacavém poderia ser uma boa porta de entrada, e para quem vem de Noroeste, Loures poderia assumir o mesmo papel, em ambos os casos conjugados com bons terminais rodoviários.

A partilha da linha Amarela com a linha Verde, a futura linha circular é possível, mas não é viável, face ao aumento de intervalo de tempo que impões à frequência, que mais não é que o tempo de intervalo entre comboios.

Também o Engº Fernando Santos Silva não poupou nas criticas à ideia que tanto o Governo, como o Metro de Lisboa pretendem implementar. A base da reformulação do desenho da rede tem origem num plano de 2009. Há linhas paralelas demasiado próximas, bifurcações a mais e falta de penetração nas zonas periféricas.

O académico explicou ainda que numa linha circular será mais dificil regularizar perturbações e retirar comboios avariados e chamou a atenção para as consequências da rotina da permanente movimentação em círculo dos maquinistas, assunto para o qual o Sindicato daqueles profissionais também já alertou.

Entre as notas deixadas pelo Engº Santos Silva ficaram mais alertas. A profundidade, 600 metros, a que ficará a estação da Estrela e o desgaste no material circulante e nos carris, que causará a ligação Rato – Cais do Sodré, face ao desnível.

De acordo, os dois académicos apontaram outras soluções para a expansão da rede do Metro, como os prolongamentos da linha Amarela a Alcântara e da linha Vermelha a Algés, sendo que, neste caso, a passagem por Alcântara seria feita por viaduto, o que reduziria significativamente os custos da ligação e uma maior incursão do Metro de Lisboa pelas zonas periféricas, sobretudo a Norte de Lisboa.

Para Marco Pina, presidente da Comissão política concelhia do PSD, esta iniciativa é importante, é uma causa dos odivelenses e considera que não poderemos perder qualidade de mobilidade.

Também Sandra Pereira, deputada na Assembleia da República e líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Odivelas, considera que tanto ela como o presidente da Câmara Municipal foram enganados pelo ministro. Face ao debate, é o que se constata e face à abrangência do assunto, não quis comentar à RÁDIO CRUZEIRO a falta de adesão dos outros partidos a esta ação, mas confessou que gostaria de ter visto mais adesão popular

 

 

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