AMERICAN CLUB OF LISBON DECIDE ALARGAR DIREITO DE VOTO A NÃO AMERICANOS

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AMERICAN CLUB OF LISBON DECIDE ALARGAR DIREITO DE VOTO A NÃO AMERICANOS

Presidente Patrick Siegler – Lathrop dirigiu a A.G. realizada no Grémio Literário em Lisboa em 5 de Fev. 2020

 

O Clube Americano, numa decisão histórica inédita nos seus quase 75 anos de existência, aprovou por unanimidade, na assembleia geral realizada no Grémio Literário no passado dia 5 de Fevereiro, alargar o direito de voto a todos os seus membros  sem nacionalidade dos EUA.

Numa breve história do, American Club of Lisbon, podemos destacar que foi fundado em 1947, como um clube dedicado a enriquecer as relações sociais e comerciais entre Portugal os Estados Unidos da América e outras nações amigas.

Quando a Segunda Guerra Mundial estava a chegar ao fim, em 1945, Portugal permanecia como país neutro e Lisboa ainda estava repleta da atividade de espionagem das forças do Eixo e dos Aliados. Antecipando uma iminente vitória dos Aliados, um grupo de empresários americanos residentes em Portugal começou a reunir-se para almoçar e discutir oportunidades de negócio que se abririam no pós-guerra em Portugal.

Nos dois anos seguintes, o grupo cresceu com a participação não apenas de empresários que chegavam, mas também de membros da comunidade diplomática americana. Em 1947, um comité  foi formado para redigir os estatutos e formalizar a estrutura do que se tornou no “The American Men’s Luncheon Group”, um nome que manteve por mais de 20 anos.

Os registros existentes mostram que o objetivo do Grupo de Almoços era “cultivar relações sociais entre residentes e viajantes americanos em Lisboa e não americanos com interesses americanos definidos”.

Em 1954, o número de associados aumentou para 127, dos quais 50 não eram nacionais dos EUA e a organização começou a realizar várias atividades que continuam até hoje.

Almoços regulares eram realizados no antigo Hotel Aviz, proporcionando um ambiente descontraído e profissional para empresários americanos e portugueses com ideais semelhantes para uma troca informal de ideias e assistência mútua. Ocasionalmente, um membro proeminente do governo português, da comunidade empresarial ou do corpo diplomático são convidados de honra para se dirigir ao grupo.

De seu número original de aproximadamente 30 membros em 1947, o American Club of Lisbon aumentou gradualmente para cerca de 320 no início dos anos 80 tendo atingido no anos 90 um record de 700 membros.

Curiosamente, embora o clube fosse durante muito tempo erroneamente chamado de, “The American Men´s Club”, o género nunca foi um critério de associação. Quando em 1975, Marcia Myers, então Assistente Executiva do Embaixador Carlucci, solicitou a adesão, a sua inscrição foi imediatamente aceite com entusiasmo, abrindo caminho para outras mulheres.

O Clube elegeu a primeira mulher como Presidente em 1994. Hoje, as mulheres representam cerca de 15% do total de associados e os membros sem nacionalidade dos EUA são cerca de 50%.

Os membros do clube orgulham-se do papel que o Clube Americano de Lisboa desempenhou na comunidade internacional em Portugal. É importante reconhecer, no entanto, que, embora as pessoas que foram a força motriz do Clube tenham sido predominantemente oriundas da área do empreendedorismo, homens e mulheres de negócios, o tema predominante da atividade do Clube tem sido realizado na esfera humana das relações internacionais, em prol da boa vontade e compreensão entre povos e culturas.

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